Caso vocativo

 Nota: Este artigo é sobre o caso gramatical. Para o termo da oração, veja Vocativo.

O caso vocativo é um caso gramatical, usado no vocativo.[1] É uma referência à 2ª pessoa, um apelo, um chamado, e é usado para o nome que identifica a pessoa (animal, objeto etc.) a quem se dirige e/ou ocasionalmente os determinantes de tal nome.

Uma expressão vocativa é uma expressão de referência direta, em que a identidade da parte a quem se fala é expressamente declarada dentro de uma oração. Por exemplo, na oração "Não conheço, João", João é uma expressão vocativa que indica a quem a oração se dirige. Já na oração "não conheço João", "joão" é o objeto direto do verbo, em vez de a pessoa a quem a oração se dirige.

Em português não há caso vocativo, isto é, as palavras não flexionam-se de maneira especial para indicar que elas estão numa expressão vocativa. Em vez de flexionar-se, para indicar o uso de uma palavra como vocativo, deve-se separá-la do restante da oração por vírgula.

Historicamente, o caso vocativo foi um dos elementos do sistema indo-europeu de casos, e existiu no latim, no sânscrito e e no grego clássico. Embora tenha sido perdido por muitas línguas indo-europeias modernas, algumas conservam o caso ainda hoje. Exemplos são a língua grega moderna (sucessora do grego antigo), várias línguas eslavas (polonês, checo, sérvio, croata, bósnio, ucraniano, búlgaro, etc.) e línguas célticas modernas como o gaélico escocês e o irlandês.

Entre as línguas românicas, o vocativo foi conservado apenas no romeno, possivelmente por influência eslavônica. Também ocorre em algumas línguas não indo-europeias, como o georgiano, o árabe e o coreano.

  1. «Caso vocativo». Biblioteca Nacional da Alemanha (em alemão). Consultado em 23 de novembro de 2019 

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