O franciscanismo espiritual abrange dois fenômenos, distintos, mas ligados entre si, que se desenvolveram nos dois primeiros séculos da história dos franciscanos.[1]
Em sentido amplo, a expressão abrange os frades que defendiam que os franciscanos deveriam viver em uma pobreza absoluta e intransigente e, nesse sentido, defendiam uma interpretação literal da Regra sem ajustes, ou seja, sem interpretações oficiais que diminuíam seu rigor.
Em sentido estrito, a expressão se refere a um movimento específico que surgiu em meados dos anos setenta do século XIII e durou cinquenta anos, em dois contextos locais que são claramente identificáveis:
No caso do sul da França, o movimento também contava com a participação de beguinas e apoiadores leigos, como: Arnaldo de Vilanova.
Esses grupos mais restritos também se caracterizavam pelo forte discurso apocalíptico e críticas contra autoridades da Igreja, principalmente contra o Papa Bonifácio VIII e Giovanni da Morrovalle (Superior Geral dos Franciscanos).